tossulino.com – Tecnologia, Gerenciamento de Projetos, experiências e pontos de vista.
Gerenciamento de Projetos é um assunto que tenho estudado muito nos últimos tempos. Desde que comecei a trabalhar com Scrum, meu interesse pela área aumenta cada vez mais. Vivenciar, colocar em prática o que se aprende e ver os resultados é ainda mais motivador. Cada projeto é um projeto, com variáveis, stakeholders e situações diferentes.
Para lidar com essas variedade de possibilidades, além do conhecimento é preciso experiência. Percebi isso com o tempo e com o amadurecimento dos meus conhecimentos. A vivência de sucessos e insucessos mostrou muitas vezes o melhor caminho a ser percorrido e a ser percorrer.
Apesar de se falar muito em Scrum, Agile deve ser a essência do Gerenciamento de Projetos Ágeis. Seja Scrum, seja XP. Os dois mais conhecidos conjuntos de práticas ágeis podem ser utilizados em conjunto, por que não? Avançando um pouco mais e indo contra alguns radicais no assunto, por que não utilizar o PMBOK também?
O PMBOK é um guia parrudo, repleto de modelos, exemplos e métodos. Nada ágil para quem deseja segui-lo na íntegra, no entanto pode muito bem ser aproveitado por equipes em projetos ágeis.
Mas para tudo isso acontecer é preciso conhecer e identificar as diferenças e particularidades. A cada nova leitura, um novo conhecimento é agregado e isso jamais tem fim, pois um projeto sempre será um projeto diferente.
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Bacharel em Sistemas de Informação e pós-graduando em Gerenciamento de Projetos, atua como coordenador de TIC no Instituto de Estudos Avançados - IEA, em Florianópolis. Escreve neste blog sobre tecnologia, gerenciamento de projetos e novidades da internet.
5 Responses to Scrum, XP e PMBOK juntos, por que não?
Jorge Campos
julho 13th, 2009 at 00:31
acho que cada vez mais eu creio que os outros setores econômicos vão “clonar” os processos ageis da TI, mas mesmo lento o PMBOK ainda é util, ainda mais quando há uma necessidade de um maior controle do grupo e das informações.
Kerber
julho 21st, 2009 at 12:21
Seria muito interessante uma lista de artefatos do PMBOK que podem ser utilizados em um projeto Ágil sem ferir o agilismo.
Glacial
julho 22nd, 2009 at 18:08
Eu, particularmente (trabalho na área de TI), gosto de usar os modelos do PMBOk pra documentação e aprovação dos projetos, enquanto o desenvolvimento fica a cargo do Scrum. Um pouco de cada se tornou a solução perfeita
Cristiane Melo
agosto 4th, 2009 at 02:11
Gostaria de expor minha opinião a respeito do PMBoK!
Desculpa, por desfocar um pouco, mas muitas vezes sinto que o maior problema quanto ao PMBoK é que algumas pessoas ainda não o conhecem de fato.
Muitos profissionais de gestão de projetos trabalham como gerentes sem nunca ter lido o tal livro!
Dai, surgem comentários equivocados (Não estou dizendo que é o seu caso!) que se propagam pela net e engessam a mente de gerentes em uma caixinha fechada!
Depois de um bombardeio de informações, mais simplificadas, porém errôneas e de fácil acesso, cria-se certa resistência à leitura do PMBoK! Depois disso, que gerente vai querer ler aquele tanto informação em um único bendito livro, não é mesmo?!?!
Pois deveriam!
O PMBoK não é metodologia! É um conjunto de boas práticas em gestão de projetos. Para todos os tipos e portes!
O próprio livro ressalta que é nem todos os processos têm que ser implamentados. A responsabilidade é do gerente decidir o quando implementar, o que implementar (ou não) em um projeto, baseando-se nestas melhores práticas.
Não é atoa que os PMOs estão brotando em empresas bem sucedidas e em constante desenvolvimento! Eles não só (dentre outras funções) elaboram a metodologia mais adequada para a empresa (com base no PMBoK) como também geram aumento na maturidade destes projetos.
O resultado disso?
Aumento no número de projetos bem sucedidos, dentro do prazo, escopo, qualidade. Stakeholders mais satisfeitos!
[A fonte destas informações é o próprio site do PMI( http://www.pmi.org) e o PMBoK]. Isto é uma amostra de que quando bem utilizado, o PMBoK funciona, e muito bem!
E o próprio guia orienta sobre isso.
Mas infelizmente, o que mantém o Brasil atrasado em relação a questões gerenciais é exatamente o fato de estarmos com a idéia fixa de que sempre podemos dar um jeitinho! (Por isso, estamos inclusive atrás de países da América latina).
Não acho que o PMBoK tenha que ser ágil, mas sim o gerente do projeto e seu time! Porém, se estes forem ler as melhores práticas em meio a um projeto…. Só lamento! Não vai dar nada certo! Isso não otimiza nem agiliza nada! Atrasa!
Por isso, hoje existem várias certificações do PMI. É para que as empresas tenham embasamento para realizar seus projetos de forma consistente e com sucesso:
CAPM: Que certifica que o profissional possui grande conhecimento do PMBoK, podendo fazer parte de um time, trabalhar como coordenador, líder e outros;
PMP: Que certifica que o profissional possui grande conhecimento do PMBoK e experiência como gerente de projetos, podendo atuar como gerente;
PgMP: Que certifica que o profissional possui grande conhecimento do PMBoK, experiência e conhecimento de gestão de portfólio. (O todo tbm precisa ser considerado)
Outras duas certificações mais focadas em áreas especificam: PMI-RMP(Gestão de risco) e PMI-SP(Gestão de tempo)
Quanto à lista de artefatos do PMBoK, acho que isto seria uma metodologia, não? Mas isso restringiria à área, porte, complexidade o que não sei se é a intenção do PMI.
Mas seria interessante termos PMBoK focado em TI, Em Engenharia, Mkt…
Fabio Marques
setembro 4th, 2009 at 11:04
Parabéns Cristiane pelos comentários. Tocou no ponto certo…
Realmente a falta de conhecimento no PMBoK e a “leitura” superficial dos conceitos por ele sugerido faz com que as pessoas se distanciem, criando o preconceito sem mesmo ter lido ou feito algum treinamento no assunto. O velho comentário “isso na minha empresa não funciona” realmente é frustrante vindo de pessoas que se definem como gerente de projetos ou funções afins.
Sou PMP, sempre trabalhei na área de TI e na maioria das vezes em projetos pequenos, que, por sua vez, não ficaram mais ou menos ágeis por conta da metodologia certa definida com base no PMBoK.
O que muita gente desconhece, ou acabam associando ao fato de acharem que o PMBoK é “mais burocrático e monolítico”, é que o PMBoK NÃO é um modelo em cascata – um dos maiores desafios de um gerente de projeto e sua equipe é conseguir iniciar, planejar, executar e controlar partes do projeto enquanto outras partes ainda estão sendo iniciadas e planejadas (Interação de Grupos de processo – PMBoK 3ª ed – pag 68). Nada impede também de você entregar algo para o cliente enquanto planeja outra parte que dependia dessa anterior (parte do conceito de “rolling wave planning”). Outro grande desafio, que é parte da chave do sucesso, é a definição da metodologia certa para cada projeto, pois, além de cada projeto ser diferente do outro, uma metodologia errada pode te levar a atrasos, custos elevados, entregáveis sem valor para o projeto e para o cliente, etc. Sem contar no registro das lições aprendidas, para não se incorrer nos mesmos erros.
Sou novo no assunto Scrum, gostei das suas caraterísticas e agora estou buscando maiores informações para aliar o que há de melhor em cada um dos mundos e elaborar uma metodologia para os projetos que se encaixam nas características.